AILCA

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domingo, maio 08, 2022

UMA IMAGEM VALE MAIS QUE MIL PALAVRAS

Quase Crônica - 09

Em princípio, sim. Mas para quem não possui experiência vocabular, a imagem vale mil palavras? O sujeito só dispõe no estoque... cem! Sem sentido fica o objeto em tela que se deseja expressar.

 - AS, pertinente a tese da experiência vocabular, mas você não acha que é muito atrevimento contestar um provérbio milenar?

- Não, Milena, sabe por quê? Porque – também em princípio - todos os provérbios são contrastantes entre si.

Veja:

• Antes só do que mal acompanhado <> Ruim com ele, pior sem ele.

• Pela casca se conhece o pau. <> Nem tudo que reluz é ouro.

• Boa romaria faz quem em sua casa está em paz. <> Cobra que não anda não engole sapo. 

E por aí caminha a sabedoridade!

 

A braço S

Se correr o bicho pega...


Quase Crônica – 07
Caia o melão na faca ou a faca no melão, o melão sofre.
Uma pessoa muito sensível tanto sofre ao enfrentar as vicissitudes da existência, como sofre ao se deixar levar por elas.
Assim entendi a sabedoria popular.
A braço S

sábado, maio 07, 2022

MÃE


TROVA DO DIA – 07

Se “Mãe” não tem com que rime,
não desistas, trovador...
Troca a palavra sublime
pelo sinônimo “Amor”!
Dorothy J. Moretti – Sorocaba

Pancada de amor não dói


Quase Crônica – 06
E tudo começou desse inocente e romântico ditado popular: “Pancada de amor não dói”.
Daí foi crescendo... crescendo e surgiu a música:
“Bata Nêgo, pode bater, faça de conta que eu não sinto doer.
”... até esbarrar na música que joga no time da Lei Maria da Penha:
"Comigo não, violão / Na cara que mamãe beijou / Zé Ruela nenhum bota a mão / Se tentar me bater / Vai se arrepender"...
Com o passar dos tempos, o próprio ditado, se desromantizou:
“Pancada de amor não dói, mas deixa calo.
Calo-me por aqui.
A braço S

CALE A BOCA! Coca- Cola é isso aí!

 

Quase Crônica – 02

                                                                                               

                                                          

➔ “Coca-Cola é isso aí!” Este jingle marcou os anos 80.

      ∞ E a turma de plantão... não deixou por menos:

Coca é para os ricos

Cola é para os pobres

Coca-cola é isso aí!

                       

Tomei uma coca

cadê o sorriso?

Gastei dinheiro

e fiquei liso

 

Cale a boca e consuma

Cale a boca e consuma

você não tem o direito de duvidar

 

Consumidor

que não reclama

paga filé come banana 

 

 Trechos: da música Consumo - Plebe Rude - banda brasileira de punk rock [Brasília 1981]. Contexto: época em que a censura proibia canções e vetava sua execução pública, por causa da ditadura.

∞∞∞∞∞∞

“Não se pode controlar o próprio povo pela força,

 mas se pode distraí-lo com consumismo.” Noam Chomsky

 

A braço S

UM BELO DIA...

 

Quase Crônica -01

                                                                                            

 

° Não sei o porquê, mas depois de “um belo dia”... sempre vem bomba! Pelos menos para um dos lados.

 

° Achei “fora de série” as rimas...

 

Tem amores da vida que não são pra vida

Nesse caso, eu e você somos a prova viva

Tem começo que o fim nem passa na cabeça

Até que um belo dia, esse dia chega... Trechos: A Maior Saudade, Henrique e Juliano.

 

A braço S

Amor eterno

 

Quase Crônica – 05
O tempo passa bem devagar e eu só seu te amar... quando for velhinho ainda vou querer está ao teu lado e... ♫
Lá bem escondidinho no santuário íntimo do nosso ID, saltita o incontrolável desejo de um amor eterno, a exemplo do trecho da música. Excesso de romantismo? Nem sei dizer, mas que saltita, saltita!
A braço S

Pertenço ao mar

 O mar mesmo agitado é um grande mestre.

TROVA DO DIA – 06
Ó Senhor, com o teu poder,
deixa na praia eu sonhar,
pois as ondas irão ver
que eu também pertenço ao mar! ➔ Sarah Rodrigues - Belém

sexta-feira, maio 06, 2022

Piches da alma

 

crônicASemanal - 03
♫Por trás de um homem triste há sempre uma mulher feliz
E atrás dessa mulher mil homens sempre tão gentis... por isso para o seu bem, tire ela da cabeça ou... ♫
Trecho da música Deixa a Menina, de Chico Buarque.
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Baseado na CHICOtada acima, quem nunca passou por um vexame desse quilate ao longo da vida?
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Não venha me dizer que é a exceção. E se vier, sou forçado a crer que você é um estranho e ainda arriscaria afirmar que é de outro planeta.
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Não tem escapatória, gente! Paixão, ciúme, inveja, tristeza, alegria, entre outros sentimentos, permanecem grudados – como se fossem piche – na medula da nossa alma desde que o mundo é mundo.
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Preciso dizer: vai longe a intenção desse amigo que vos digita arrolar as miríades de teorias acerca do assunto em tela, mas para compreender um pouco desses “vexames” da alma, ousaria recomendar, apenas, a leitura que aborda as três feridas narcísicas do mestre Freud: 1. O homem não é o centro do universo. 2. O naturalismo de Darwin. 3. E a psicanálise.
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E pra fechar a crônica, cito um pensamento de Santo Agostinho que nos remete a terceira “ferida”...: [...] não há nada mais perto de mim do que eu mesmo; no entanto, não há nada que eu desconheça mais do que a mim mesmo. [...]
A braço S
Pode ser uma imagem de 1 pessoa e óculos

imagem: cotidianomasculino

02 NEM AGATHA CHRISTIE

 Quase Crônica

Airton Soares
A polícia sabe muito bem quais são os locais onde “as andorinhas dormem” Se elas dormem tranquilas, na certa é porque os policiais dormem no ponto.
Sono, sono ou senha do sistema? Nem Agatha Christie seria capaz de responder a esse mistério. É sério!
Falar nisso, lembrei da escritora, Arleni Portelada, quando diz – e diz bem! - Às vezes os mistérios estão nas cumplicidades.
A braço S
° ° ° ° ° ° °

Nem tudo que reluz é ouro

  TROVA DO DIA – 05

As almas de muita gente
São como o rio profundo:
- A face tão transparente,
E quanto lodo no fundo!...
➔ Belmiro Braga - Juiz de Fora

quinta-feira, maio 05, 2022

SÓ ARES DE AIRTON * DALINHA


Dalinha Catunda



Este homem que hoje chora
Ontem mesmo vi sorrir.
Este cara é um artista,
Que aprendeu bem a fingir.
O meu olhar não duvida
Que no palco desta vida
Ele é um astro a luzir.
*
Quantos papéis ele vive,
Em tudo que se aventura?
Horas homem centrado,
E horas beira a loucura.
No atrair de olhares,
A luz de Airton Soares
Vai espalhando cultura.
Dalinha Catunda, escritora e poeta.






18 PAULO RONALTH Silêncio por Gaza

 18 08 25 Silêncio por Gaza Não há sinal. Não há som. Não há mundo. Há ruínas. Caminho entre escombros como quem procura um resto de voz, um...