AILCA

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segunda-feira, julho 21, 2025

21 PAULO RONALTH - Deixa

Paulo Ronalth

DEIXA

deixa ir

quem já foi

sem drama

sem dó

sem depois


gente é tipo estação

passa

fica um pouco

e passa mais


não é sobre perder

é sobre caber

no tempo certo

no espaço exato

no coração aberto


segurar o que parte

é arte

que não vale o quadro


memória não é prisão

é jardim

onde o que foi

floresce

sem precisar voltar


então deixa

deixa ir

deixa vir

deixa ser

o que tiver que doer

vai doer

mas vai sumir


e o que fica?

você

inteiro

sem metade

sem talvez

sem ninguém que não quis

ficar


Ronalth

21 PAULO RONALTH - seres Estranhos

21 07 2025

Seres Estranhos

PAULO RONALTH

Eles falam da morte com olhos serenos,  

Como quem conta estrelas em noite sem sono,  

E vão, entre cortes e suspiros pequenos,  

Tecendo a esperança onde o corpo é abandono.  


Com mãos que aprendem a conter o abismo,  

E a calar a dor que não se pode dizer,  

Guardam no peito um silêncio heroísmo  

Enquanto salvam sem tempo de sofrer.  


Voltam pra casa com a alma partida,  

E mesmo assim, são abrigo e ternura,  

Servem o jantar, fingem vida vivida,  

Mas ainda ouvem o eco da sala escura.  


Chamam isso frieza. Mas não! É ardência,  

É resistir ao que consome e desmantela,  

É vestir coragem onde há impotência,  

E amar, sem deixar que a dor se revele bela.  


São estranhos, sim, mas de uma beleza oculta,  

Que enfrenta o fim para oferecer início.  

Com o coração em silêncio, a alma tumulta,  

Mas seguem firmes, num infinito sacrifício.


Ronalth

terça-feira, julho 15, 2025

15 PAULO RONALTH - Poema do Desejo

 15 07 2025

Poema do Desejo

Paulo Ronalth


o desejo é um parafuso solto

rodopiando na cabeça

entre poder, conforto, amor e imortalidade

a mente (essa maquinaria)

busca símbolos

retratos de sensação

troca de roupa no escuro

a cada clique

um novo prazer

mesma chave antiga

enquanto o eu

bate ponto

o vazio toma café

e exige mais

e às vezes

bem de leve

floresce um gesto

fora da pauta

e o nada se basta

a cada manhã

a rotina repetida

alimenta o monstro

do querer

que ruge

no peito

mas há um hiato

entre cada pulsar

onde a mente cochila

e descobre

que o vazio

é preâmbulo de vida

e então

num lampejo

o desejo

não pede nada

– floresce

o verbo existir

– existe.

Ronalth

quarta-feira, julho 09, 2025

08 AS - POESIA DO MEUS 73 ANOS

 08 07 2025

Pode ser uma imagem de 1 pessoa e óculos

Setenta e três anos de ardores

Fincados na memória,

Também - claro – dissabores

Faz parte da nossa trajetória.

Construo um mundo atraente

Com físico ainda potente

E alma candente de história...

.                                                              ... pra contar!

:::

Diante a enxurrada de mensagens dos amigos, não tem como não ficar “atopetado”  de alegria!

:::

Gratidão! 

A migo S

08 07 25

08 RAQUEL - Telegrama para o AS

 08 07 2025

TELEGRAMA PARA O AS

Raquel Damali

As Saudações

Amáveis São

Agradáveis Sensações

Amanheceres Sonhadores


Amigáveis mensagens

Solares humores

Afetos conquistados

Sábios louvores


Aproveite com Saúde

Amizades Sodalícias

Amor Singelo

Alegrias Sinceras


Ano Sabático

Satisfeitas Ansiedades

Aniversário Sensacional

Sagaz "AirtonovasIdades"



(Prezado confrade @Airton Soares AS® ,  os trocadilhos humorísticos são sua praia, entretanto um singelo telegrama AS peço-lhe q aceite nesse seu natalício.)


Felizes Primaveras!

👏🥳🙏🎂

sexta-feira, julho 04, 2025

30 SILONILDES - Ode à minha Terra Querida

30 06 2025




SILONILDES MESQUITA

 Ode à Minha Terra Querida


Ipu, terra amada, berço de memórias,  

Teus campos verdes, Cascata radiante,  

Nos braços da serra, em mil histórias,  

Teu coração pulsa, vibrante e constante.


As correntezas do ipuçaba dançam em seu leito,  

Refletem o céu, em tons de esperança,  

Teus habitantes, em cada conceito,  

Cultivam a vida com amor e confiança.


O sol se despede em seu manto dourado,  

E as estrelas surgem, testemunhas fiéis,  

Do riso das crianças, do amor compartilhado,  

No ar, a canção dos pássaros é um véu.


Ipu, oh minha terra, de beleza infinita,  

Teus aromas e sons são meu doce abrigo,  

Em cada esquina, uma história bendita,  

Teu legado é forte, é amor, é amigo.


Que eu possa sempre voltar aos teus seios,  

Respirar o perfume da flor que desponta,  

E viver os teus sonhos, meus eternos anseios,  

Oh terra querida, minha alma te abraça!

Silonildes Mesquita 

Ipu, 30/06/2025

04 ABÍLIO recordando - 1º ENCONTRO DA AFAI

 04 07 2025

FOTOS ANTES







                                    FOTOS DEPOIS








ABÍLIO MARTINS

Enfim, a Igrejinha

O relógio marcava, aproximadamente, uma hora da manhã.  Já era domingo de um janeiro de 2003.  Na pracinha do Quadro, transcorria, festivamente, o primeiro reencontro oficial da recém-criada Associação dos Filhos e Amigos de Ipu – AFAI.

Capitaneado pelo Prof. Francisco Melo, presidente, à época, da entidade, e mais dois ou três seguidores, dentre eles, este escriba, nos dirigimos ao sino da Igrejinha que já se encontrava conectado a uma corda, e passamos, intercaladamente, a badalar aquele velho bronze.

Para uns, um ato de molecagem; para outros, brincadeira, tão somente. Mas, para nós foi um ato de rebeldia com o objetivo de alertar as autoridades constituídas, civis ou eclesiásticas, de que algo teria que ser feito em benefício daquele pequeno santuário, palco primeiro das cerimônias religiosas da nossa cidade.

Após meses, e, visando tornar realidade aquele pleito, bem como a reforma da Estação Ferroviária, ambas bandeiras da AFAI, o presidente da AFAI – Abílio Lourenço Martins visitou o Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional – IPHAN, objetivando mostrar ao seu superintendente, Dr. Romeu Duarte, a realidade daqueles dois prédios históricos.  

Comovido, o diretor daquele Órgão elogiou e acolheu o pleito da AFAI, solicitando, para fortalecer o pedido, a parceria da Prefeitura Municipal do Ipu, através de um documento oficial.

No mês seguinte, a AFAI retornava àquele órgão em companhia da Senhora Assunção Carlos, assessora municipal da prefeita Antônia Carlos, para fazer a entrega oficial do documento solicitado. 

Porém, dias e meses se passaram sem que quase nada de concreto fosse realizado.   Os entraves burocráticos, tão presentes na administração pública, não permitiam o desfecho daquele pleito.

Veio a gestão municipal seguinte. Prefeita, a Senhora Maria do Socorro.  

A AFAI retoma o diálogo com o IPHAN e convida o seu superintendente e equipe para conhecerem, “in loco”, a situação precária e de abandono em que se encontram a Igrejinha e a Estação Ferroviária. 

Atendendo ao pleito da AFAI, o IPHAN, por duas vezes visitou o Ipu e conheceu o estado deplorável daqueles dois imóveis, bem como aproveitou a oportunidade para fazer um levantamento do sítio histórico da centenária cidade.  

Em ambas as ocasiões, reuniões coordenadas pela AFAI foram realizadas na cidade com a participação do representante do IPHAN – arquiteto Veloso, moradores da cidade, da família do Monsenhor Gonçalo, da prefeitura, representada pelo Secretário de Obras, Cel Martins (Fanico), representante da Paróquia, Nazareno, e, pela AFAI, o seu presidente, Abílio.

Infelizmente, dias e meses se passaram sem que nada de concreto fosse realizado. Os motivos eram os mesmos: entraves burocráticos, ausência de recursos, outras prioridades, etc.

A AFAI, porém, nunca desistiu.  No ano de 2008 mais uma reunião foi realizada na sede do IPHAN.  Desta feita, com a presença do representante municipal, na Assembleia Legislativa, o Deputado Sávio Pontes.

Mas, como sempre, ficava a União, o Estado e o município empurrando o problema com esperançosas, mas cansativas e repetitivas promessas. 

Finalmente, só no ano de 2011, na gestão do prefeito Sávio Pontes, logramos êxito.  Deram-se as mãos:  A Secretaria de Cultura do Estado, a Prefeitura Municipal, a AFAI, na gestão do presidente Augusto Henrique Pereira Pontes e o povo, com as suas apropriadas e incansáveis cobranças. 

O certo é que no dia 13 de maio de 2012, numa noite auspiciosa e tão esperada, o povo pôde compartilhar com as autoridades presentes, a concretização da tão sonhada reivindicação.

Entretanto, é imperioso acrescentar que, dentre os presentes naquela solenidade, os mais ansiosos e felizes eram, sem dúvida, o atual e os ex-presidentes da AFAI que, nas primeiras fileiras, assistiam emocionados a vitória daquela batalha. 

A emoção era latente, principalmente quando ouvimos soar o velho sino por tantos anos adormecido, agora revigorado e feliz, convocando os fiéis para a missa de reinauguração da Capela de Nossa Senhora do Desterro, a nossa velha e querida Igrejinha.

Abílio, 19 mai 2012.

04 ABÍLIO - Eles fizeram história

 04 07 2025

Abílio Martins



04 LOURDES - Eles fizeram história - Abílio

 04 07 2025



LOURDES MOZART

Mãe Ruiva, fez o parto da minha mãe qdo eu nasci e de todos os meus irmãos. Faz parte da vida de muitos ipuenses.

04 PAULO RONALTH - VIDA É VELA

 04 07 2025


PAULO RONALTH

Vida é Vela


vida

é mar

vento triste

vento feliz

tudo empurra


pensamento

ilha que boia

no mapa da mente


quem não navega

vira cais


quem não rema

vira âncora


quem não sente

vira pedra


no fim

se o sorriso

for maior que o sal

valeu o temporal


Ronalth

quinta-feira, julho 03, 2025

03 AS Querida, você é virgem?

 03 07 2025




ⁿᵒᵗ𝐀𝐒 ✍️ 

.          qui

Ao reproduzir esta charge, pesou-me mais a postura de colecionador.

.

Não percebi muito atrativo no texto. No entanto, a palavra virgem terá uma serventia histórica. Nada mais do que isto.

.

Na medida do possível, comento os textos que publico. O intuito é exercitar minha mente. 

Chega, sinto que já começo a encher linguiça e você que me visita não merece e tampouco dispõe de tempo pra ler certas coisas.

.

Portanto, concentre-se na charge. Releve o que escrevi. Sabe-se lá... de repente você descobre significados [na charge] que comumente não se enxerga a olho nu.

.

Não era minha intenção, mas - por bem ou por mal - nasceu uma crônica. Eis o encanto de quem gosta de escrever.

......... AS

03 07 25

03 AS- disse Onário - Zanzar

 03 07 2025

o

disse 𝐎𝐍𝐀́𝐑𝐈𝐎 🔠 ⁰⁹
. ᵃˢ® qui
ZANZAR
.
Zanzando por aí, Zambelli,
Tramando golpe virtual
O governo sente na pele
Pelas costas, fino punhal,
Banhado de ódio, anuncia
Esfolar a democracia
Da forma mais canibal!
:: AS
.
Do Italiano ZANZARA, “mosquito”, onomatopaico, e que expressa o voo incerto desse inseto.
Andar ao acaso, sem destino certo ou de um lado para outro como que estonteado.
"zanzava pelo jardim e pensava na vida"
03 07 25



02 PAULO RONALTH - Enquanto Isso

02 10 25   Enquanto Isso Enquanto o povo bebe veneno na água disfarçada de álcool, o governador sorri de barriga cheia na casa do condenado....