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sexta-feira, 23 de julho de 2010

A PALESTRA E AS GALINHAS

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Um palestrante entrou num auditório para proferir uma palestra, com surpresa, deu com o auditório vazio.

Só havia um homem, e sentado na primeira fila.

Desconcertado, o palestrante perguntou ao homem se devia ou não dar a palestra só para ele.

O homem respondeu:

- Sou um homem simples, não entendo dessas coisas. Mas se eu entrasse num galinheiro e encontrasse apenas uma galinha para alimentar, eu alimentaria essa única galinha.

O palestrante entendeu a mensagem e deu a palestra inteira, conforme havia preparado.

Quando terminou, perguntou ao homem:

- Então, gostou da palestra?

O homem respondeu:

- Como eu lhe disse, sou um homem simples, não entendo dessas coisas. Mas se eu entrasse num galinheiro e só tivesse uma galinha, eu não daria o saco de milho inteiro para ela.

Recebi sem indicação da AUTORIA

Se alguém souber a autoria, por favor, se repassar, acrescente os devidos créditos.

segunda-feira, 29 de março de 2010

FAÇA O QUE EU DIGO NÃO FAÇA O QUE EU FAÇO


Recebi e Agradeço 



Dalinha Catunda disse...
Olá Meu amigo Airton, eu e meus conceitos.
Um abraço,
Dalinha

EEEEU EM!!!!

- Menina “faça o que digo,
“Não faça o que eu faço”.
Assim falavam os antigos,
Querendo guiar meus passos.
Mas eu exigia era exemplo
Sempre adorei o meu templo
E segui o meu compasso.

Aos padres namoradores,
Meus pecados jamais contei.
Um pai cheio de amantes,
Não respeitei as suas leis.
Descarei a impostura,
E hoje sou esta criatura
Fundadora de sua grei.
30 de março de 2010 18:0

.C
.R
.Ô
.N
.I
.C
rAScunho

Por Airton Soares
Minha pretensão é conversar um pouco acerca da intrigante expressão popular “Faça o que eu digo e não faça o que faço”. Este dito nos passa a ideia de que o locutor é uma autoridade, chefe! “Dono do mundo”
E num faça não pra ver uma coisa.... Apesar de existir um largo fosso entre o discurso e a conduta exemplar, este falante não pensa: “Como posso convencer e persuadir uma pessoa se não dou um bom exemplo?” Longe disso, porque ele consegue o que quer, a hora que quer, não pela a arte da retórica, mas pelo poder e prestígio que ele detém.
Agora, veja esta outra situação: sou um dentista fumante. Com que cara...com que boca..com que autoridade vou dizer ao meu cliente que fumar estraga os dentes...afora outros estragos.. Defendo o dentista: ora, este dentista fumante sente na pele (prática do fumo) e na teoria o quanto o cigarro prejudica as pessoas. Um dentista que nunca fumou não tem a vivência (não sente na pele..digo, nos dentes ) os estragos do fumo. Portanto ele tem, digamos assim, mais autoridade no assunto do que um dentista não fumante.
Mudemos de contexto: se este mesmo dentista sai do consultório e vai ministrar uma palestra motivacional...aí meu amigo...são outros quinhentos... alguém da plateia poderá refutá-lo dizendo:
- Pois me diga aí, seu Doutor, por que o senhor ainda não deixou de fumar?
Muda tudo... O quEu quero defender: a cada contexto vamos descobrindo miríades de formas de pensar, sentir e agir (PSA). E para que o resultado do nosso “PSA“ nos seja favorável se faz necessário um leve “toque” em nossa prostrada consciência.

::: ASníusPeiBufo :::
Meu anjo – do bem? - Buzina: é bom ,“AS”, que tu pode errar à vontade, né...? É rascunho!

domingo, 21 de março de 2010

Saber ouvir



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"Escute para proteger seus argumentos, mas sobretudo para poder compreender o outro."
Li por Aí



Uma das mais importantes atitudes que podemos assumir é a de saber ouvir. Contudo, cerca de 75% da comunicação verbal é ignorada, mal entendida ou, simplesmente, esquecida!

Alguns apontamentos:
  • Não tentar “adivinhar” o que o outro sente – simplesmente perguntar, se for o caso;

  • Não julgar;

  • Não interromper;

  • Saber respeitar os silêncios;

  • Saber interpretar a linguagem não verbal: olhar, tom de voz, atitude global;

  • Perguntar claramente;

  • Tomar notas, principalmente em situações profissionais;

  • Promover a escuta activa, ou seja, dar efectivos sinais de que se está a ouvir;

  • Concentrar-se na conversa, escutando e olhando com genuína atenção;

  • Não falar ao telefone ou teclar no computador durante uma conversa – além da falta de educação revela igualmente falta de respeito pelo outro;

  • Interiorizar o conceito de que saber ouvir é sinónimo de respeito pelos demais.
Cristina Marques Fernandes
Créditos para o blog protocolo.com.pt

3 regrinhas de ouro para uma boa comunicação

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1.

Você precisa dizer claramente o que deseja, não espere que o outro adivinhe...

2.

Você pode pensar que está fazendo o melhor para o outro, mas o outro pode estar esperando outra coisa de você....

3.

Deixe-o falar, peça-o para falar e quando não entender, não traduza sozinho. Peça que ele se explique melhor.

Fonte: Li por Aí (autoria não mencionada )


terça-feira, 16 de março de 2010

. Os 10 caminhos para falar bem

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POST LONGO .. em construção

Créditos para a revista Língua Portuguesa

As principais orientações para quem quer melhorar o desempenho de uma apresentação em público

Osório Antonio Cândido da Silva

Ao planejar o que vai dizer, leve em consideração uma lista mental de questões a que sua fala deve responder; as lacunas que cada afirmação pode provocar à medida que enunciada; o tipo de predisposição do auditório às ideias que você defenderá (conceitos partilhados, preconceitos, visão de mundo); as condições e o contexto em que a comunicação ocorrerá.

Saber a idade do grupo, suas convicções políticas, religião, ocupação e algo mais é de vital importância. As pessoas estarão apoiando sua fala ou se posicionarão contra? Será uma plateia mista? Esteja preparado para valorizar a oposição.

A primeira real pergunta a ser respondida quando se prepara uma apresentação, portanto, é se o seu público é favorável a suas ideias. Será ele hostil? Terá ponto de vista oposto?
Explorar fatores como esse é bom ponto de partida para um orador iniciante.
Para os experientes, é um adicional valioso. A persuasão assume formas variadas e conseguir que as pessoas concordem com sua forma de pensar é uma proeza.

Com a plateia a favor
Antes de tudo, considere se sua plateia vê com bons olhos aquilo que você apresenta.
1) Se seu público concorda com seu ponto de vista, concentre-se nele, eliminando, assim, pontos de vista opostos. Vejamos um caso atual muito polêmico: se você batalha pela descriminalização da maconha e pensa que é uma boa causa porque ela poderia ser taxada ou usada em tratamentos médicos, ou não tem efeito suficientemente nocivo para merecer a ilegalidade, isso será, provavelmente, tudo o que você deve dizer.

Se a plateia for previamente favorável à ideia, estará predisposta a ficar a seu favor. O grupo tenderá a comprar não só a ideia principal como outras que façam parte do discurso. Prestará atenção a detalhes e será capaz de lembrar os pontos importantes, porque tudo confirmou suas noções anteriores.

Encare a oposição
Essa é uma boa razão para você lapidar seu discurso e personalizá-lo para uma audiência específica. Faça um esforço adicional e gaste algum tempo para realizar isso.
O ponto chave aqui é: faça sua audiência concordar com a sua apresentação e, se não o conseguir totalmente, seja capaz de vencer resistências da plateia. Numa análise final, talvez você tenha de fazer uma abordagem sob outro ângulo, mais geral. Este será o maior desafio oratório: convencer os que se opõem ao seu ponto de vista.
2) Quando uma audiência se posiciona contrariamente ao ponto de vista do orador, ele deve endereçar sua fala aos argumentos
da oposição.
Se você se preocupar só em defender seus pontos de vista, ignorando os da oposição, tenderá a ver sua audiência desligar-se de sua fala, talvez até considerá-lo um orador sem credibilidade.

Primeiro, porque não o sentirão intelectualmente honesto. Você não está considerando o momento com todas as suas devidas nuanças, os argumentos deles não foram valorizados. Basicamente, você não os levou a sério. Então, o que é preciso fazer e como?

Mecânica oratória
Você deve apresentar seu argumento, destacando seus pontos fortes. A seguir, aponte os argumentos primários dos opositores e, então, vá destruindo um por um. Lance dúvidas e o descrédito sobre eles. Desse modo, você estará dando atenção à oposição e oferecendo algo novo sobre o que pensar.

Todos verão os pontos fracos de suas posições e estarão considerando as informações novas que suportam suas ideias. Você terá plantado a semente da dúvida e atraído muita gente para o seu modo de pensar.

Você pode ser um palestrante excepcional, com voz agradável, boa linguagem corporal, gestos sob medida, ter um material de pesquisa excelente para apoiar seu discurso, um início magistral, uma finalização empolgante, bom humor e uma graça cativante. Mas se desconsiderar os pontos de valor de seus opositores, sua fala pode ser um fiasco.

Plantar a dúvida
Se o orador percebe que a oposição pode ter vários pontos fortes, deve mencionar alguns, não só para mostrar bom senso, mas plantar a dúvida e minar os fundamentos da oposição. Isso vai permitir que pareça educado, justo e equilibrado aos olhos da plateia. Assim, pode-se dizer que o ponto focal para persuadir é fazer as pessoas se sentirem felizes depois de decidirem ver ou fazer o que você sugere, depois de terem concordado com você. E mais, sem ficarem com o sentimento de que "perderam a parada".

Osório Antonio Cândido da Silva é professor especialista em Técnicas de Comunicação e Expressão Verbal há trinta anos e mestrando em Ciências da Comunicação pela Faculdade Cásper Líbero.
osorioacs@gmail.com

O que falam os especialistas

Falar bem pode ser um tormento, mas o aquecimento da economia parece ter intensificado a necessidade de interação pública. Há, hoje, mais defesas de posição em reuniões de negócio, mais decisões afetadas por discursos na mídia, além de alunos e professores se expondo - em todos os casos, a certeza de que uma má exibição não só irrita a plateia como turva o que se fala.

Por isso, diz Osório Antonio Cândido da Silva, que desde 1980 ministrou cursos a 5 mil alunos, o ensino oratório quer ser total: azeita discurso e presença, o uso de voz e corpo. Para Reinaldo Polito, outro expoente no mercado de soluções em oratória, a maioria "morre de medo" de falar em público.

- São profissionais que já conseguiram posições de destaque, mas ficam humilhados por não conseguirem construir frases inteiras - afirma Polito.

Cursos, então, acabam por acalmar o orador. Reinaldo Passadori, do Instituto Passadori de Educação Corporativa, há 20 anos lida com executivos que "vendem" ideias e são entrevistados. Eles têm de persuadir e influenciar, diz.

Os cursos se segmentaram. Há opção para políticos, mulheres, sindicalistas e jovens. Em cada módulo customizado há as mesmas ideias de desinibição e raciocínios ajustados ao ouvinte. Para construir discursos é preciso saber com quem se lida, diz Osório, convidado da edição para indicar as dez orientações destas páginas. (Colaboraram: Agência Repórter Social e Jezebel Salém).


1. Perder o medo

A. Conheça sua plateia - Reúna o maior volume possível de informação sobre o seu público. Vai falar a especialistas? São neófitos no tema? Influenciam decisões? Prepare-se para falar um pouco a cada um: nem acima nem abaixo da expectativa.

B. Conheça seu assunto - Faça apresentação atualizada. Não corra o risco de o público conhecer o tema mais do que você.

C. Esteja preparado - Não cometa o erro maior (aliás, amador) de não estar preparado.

D. Encare seus ouvintes - Procure o contato visual com a plateia. Ao primeiro aceno positivo que receber, sua autoconfiança aumentará. Considere que as pessoas que se dispuseram a ouvi-lo estão ali para ver o seu sucesso e aprender com você.

E. Fale com entusiasmo - Não imite ninguém. Mas fale de modo entusiasmado, com emoção.

F. O momento mágico - Ofereça ao seu público algo que o surpreenda: o encanto do inesperado.

G. Deixe uma mensagem - Encerre seu discurso com uma mensagem memorável. Procure transformar sua fala em possibilidade de ação.


2. O tom natural da fala

Nem a melhor das técnicas supera a sua naturalidade. Nunca imite quem quer que seja ao falar.

- Não fale rápido demais. Se sua dicção não for boa, ninguém irá entender o que você diz.
- Não fale lentamente e com longas pausas. O tédio pode prevalecer.
- Não fale alto demais. Você se cansará e irritará o ouvinte.
- Não fale baixo demais. As pessoas farão esforço para ouvi-lo e, não conseguindo, dispersarão.
- Procure não cair na monotonia da fala linear, sem ênfase, nem na veemência exagerada.
- Se for virar-se para a tela, fale um pouco mais alto enquanto estiver de costas para o auditório.
- Crie um ambiente agradável de comunicação, alternando a altura e a velocidade da fala.
- Dedique atenção à voz. Trabalhada, transmite segurança e carisma.
- Não imite o sotaque da região em que estiver se apresentando. Nem satirize o de outras regiões. Você não sabe quem estará na plateia.


3. Antes de entrar no assunto

- Só comece a falar quando estiver na frente de todos e sentir que a atenção da plateia está em você.
- Deixe seu nome completo bem visível.
- Desde o início, procure envolver seus ouvintes quanto à utilidade do tema.
- Mostre seus objetivos, dando visão geral do programa.
- Se o auditório for pequeno, faça perguntas e sinta a experiência que o grupo já tem do assunto.
- Se ninguém o fez ao apresentá-lo, declare sua experiência no assunto de que vai tratar.
- Prepare-se para não ultrapassar o tempo definido.
- Jamais declare que não teve tempo de preparar-se.
- Quando sua apresentação fizer parte de algum programa, não ultrapasse o seu tempo; mas, se ocorrer, não deixe de dar explicações ao grupo.


4. O vocabulário adequado

- Muito cuidado com a gramática. Erros atrapalham a apresentação e podem arrasar sua imagem. Dedique cuidado especial à concordância e à conjugação de verbos.
- Desenvolva um vocabulário simples, objetivo e suficiente para representar suas ideias.
- Não dependa de vocabulário pobre. Restrinja as gírias e elimine palavrões.
- Evite termos de sua profissão (ou de sua região) em locais não familiarizados com eles.
- Pronuncie bem as palavras. Não corte s e r finais, nem i intermediários.
- Evite o uso de cacoetes no meio do raciocínio, como "tá ok?", "é assim", "né", "bem", "então", "certo?", "é o seguinte".
- Evite, também, repetir certos termos ou frases ("basicamente", "quer dizer", "efetivamente").
- Não abuse das palavras estrangeiras.
- Evite as expressões "todos compreenderam?", "conseguiram entender?", "alguma dúvida?".
- Prefira algo como "acham que devo repetir?" ou "posso explicar melhor ou não é o caso?"


5. Controle emocional

A. Defina os termos de sua fala. Isso garante que você e seu público estão tratando da mesma coisa.

B. Nunca se diminua diante de seu auditório. Nem se traia: não diga ou dê a entender que se preparou mal, os slides estão desatualizados ou coisa do gênero. A plateia poderá deduzir que não mereceu respeito e empenho de sua parte.

C. Cuidado para não se repetir em demasia.

D. É aceitável consultar anotações em algum momento de "branco". Mas não faça disso um hábito.

E. Nunca chame a atenção para o fato de você estar nervoso.

F. Ao fim, nunca diga que se esqueceu de um tópico. Indica que você não se preparou como devido. Na hora das perguntas, inclua aí o tópico esquecido, mesmo que a relação entre eles seja só ligeira.

G. Em nenhuma hipótese deixe escapar que acha seu tema uma chatice.

H. Um lance pitoresco ou humorado aproxima as pessoas. Se surgir oportunidade, sirva-se disso.

I. Cuidado com piadas que ridicularizam alguém. Podem criar ressentimentos ou constranger.

J. Não peça desculpas por problema físico eventual (gripe, tosse, dor de cabeça).


6. A linguagem do corpo

- Os movimentos corporais e as expressões faciais são recursos que favorecem o entendimento.
- Não fique andando pelo palco enquanto fala, parecendo fera na jaula.
- Não fique parado no canto. Movimente-se; aproxime-se da plateia ao falar intimamente sobre um tópico.
- Procure não pôr as mãos nos bolsos, nas costas ou juntas à frente, em "folha de parreira".
- Gesticule com moderação, coerente com o que é dito em seu discurso. Excesso é prejudicial, mais que a falta.
- Segurar algo (caneta, apontador, papel) serve de "muleta", mas não mantenha as mãos cheias de coisas que não está usando no momento.
- Distribua o peso do corpo entre as pernas; apoiar-se alternadamente numa e noutra torna a postura deselegante; não abra as pernas em demasia, mas o suficiente para manter o equilíbrio.
- Não fique com os ombros caídos. Passa imagem de excesso de humildade ou negligência.
- Procure vestir-se de modo adequado ao auditório e à situação. Escolha uma cor de roupa que reduza a evidência de suor.


7. A direção do rosto

- Não olhe demais para um ouvinte ou grupo de ouvintes. Olhe o grupo, se possível nos olhos.
- Detenha-se mais no contato visual com quem ocupa cargo superior ou irá decidir um negócio.
- Não fique olhando o chão, o teto ou para fora da sala.
- Controle o tempo de sua apresentação, mas não fique olhando repetidamente para o relógio.
- Não aparente arrogância, empinando o queixo e olhando o público "por cima".
- Estabeleça coerência entre seu semblante e o que está sendo dito. Coisas alegres, fisionomia sorridente; coisas tristes, cara fechada.
- Se inevitável ler um discurso, olhe com frequência para a plateia e tenha certeza de que ela está atenta.
- Não abuse da mímica facial nos momentos de humor.


8. O cuidado material

- Se usar software para slides, evite o excesso de sons: desviam a atenção.
- Não resuma a ideia lotando um slide com informação. Distribua-a em vários.
- Revise os slides para eliminar erros (gramática, números, grafia, ordem).
- Não se limite a ler o que está projetado na tela.
- Evite o projetor ligado o tempo todo. Há horas em que não é preciso.
- Jamais chegue com transparências desordenadas. Sinaliza desorganização quem procura "a próxima" numa pilha. Não as mostre velhas ou manchadas.
- Se usa apontador retrátil, não fique naquele abre-fecha interminável, agitando-o. Se for apontador a laser, não movimente o ponto luminoso na tela além do necessário. Nem o dirija à plateia.
- Ao montar o slide, use o fundo que melhor contraste com letras e figuras; faça cópia com fundo branco para ser usada em salas com muita claridade.
- Não se desvie do tema que está projetado.
- Ao apontar o slide em direção à tela, não entre na frente da projeção nem dê as costas ao auditório.


9. O microfone

- Fale, com sua voz habitual, à distância de uns 15 centímetros entre boca e microfone.
- Não dê tapinhas no microfone. Isso irrita o ouvinte e só indica que o aparelho está ligado.
- Ao testar o microfone, diga algo como: "Bom dia, posso ser ouvido com clareza?". Alguns da plateia sempre tentam ajudar.
- Olhe o público e não o microfone, que é um instrumento auxiliar, nunca um obstáculo.
- Considere a possibilidade de o sistema de som assumir comportamento enlouquecido: chiados, guinchos, apitos, distorção da voz, enfim, tudo o que distraia a atenção da audiência. Se é o caso, continue a fala até que alguém conserte o equipamento.
- Se não for possível voltar a usar o microfone, solte mais a voz, mas não berre com a plateia.
- Sem recurso do som e sem ser ouvido pela maioria, melhor parar de falar. Brigar com equipamento ruim é desperdiçar seu tempo. E o dos ouvintes.


10. O encerramento

A. Não fale demais. Diga o que tem a dizer e, em seguida, pare. Antes, porém, dê ao público algo que o faça pensar e encerre sua apresentação com uma mensagem consistente.

B. A última coisa que disser deverá ser a mais lembrada. Pode ser um desafio, uma sugestão de ação ou a solução de um problema. Induza seu público a fazer algo.
C. Se o tema permitir, faça um encerramento bem-humorado: se bem feito, permitirá uma impressão positiva ao final e a sala não ganha aquele silêncio sepulcral enquanto você se senta.

D. Se o tema não é adequado ao encerramento bem-humorado, prepare uma história que mexa com a sensibilidade da plateia ou mostre algum tipo de pensamento ou provérbio que faça o auditório refletir.

E. Na hora das perguntas, nunca inicie uma resposta com: "Isso já falei...", "A resposta é óbvia...", "Imaginei que estivesse claro..." . Nem corte sua fala para atender a outra pergunta.

F. Elogie uma boa pergunta. Ao responder, não olhe só para quem perguntou.
G. Tente captar a intenção e o conteúdo do que lhe é perguntado. Fique atento a termos ou frases que serão a chave da pergunta. A ênfase em certa palavra dá o sentido da indagação.

H. Repita a pergunta para todos escutarem. Ajuda você a ter certeza de que a entendeu.

I. Nunca deixe alguém fazer um discurso a pretexto de elaborar uma pergunta dirigida a você. Se o indagador se estender, interrompa-o, gentil e firmemente, e pergunte qual é a dúvida.

J. Uma pergunta que tem várias partes deve ser dividida e cada parte respondida em separado. Terá mais clareza e melhor aceitação.


O tropeço no idioma

Como os profissionais da oratória lidam com erros de português dos alunos de retórica

Os profissionais da oratória dizem que o uso inadequado da variante da língua à situação e ao contexto da comunicação pode arruinar uma apresentação. Reinaldo Polito, por exemplo, acredita que não adianta ensinar gramática num curso de expressão verbal, mas ele não deixa de corrigir os erros.

- Quando o aluno erra numa apresentação em vídeo, colo um lembrete autocolante em sua ficha. Lacunas de vocabulário são culpadas pelo "ãããã..." e outros vícios - comenta.

O jargão especializado inadequado à plateia, deslizes no uso de palavras difíceis, construções que o palestrante não domina e o excesso de estrangeirismos são problemas que Polito tenta eliminar em seus alunos. Já Reinaldo Passadori admite que os alunos precisam ser alertados, pois não parecem preocupados com a correção do que falam.

- Erros nunca são recomendáveis e só são toleráveis se fizerem parte do contexto pessoal do orador. O ideal é falar de forma simples, para que as pessoas entendam.
Detalhe em voga é o planejamento. A necessidade de planejar e preparar a fala deve nortear não só o conteúdo do discurso, mas a linguagem usada.

- É preciso corporificar a mensagem por meio da gramática, do vocabulário e das metáforas - afirma Passadori. (Agência Repórter Social)

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Você já gozou em uma reunião?*

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Texto e foto: créditos para o blog do Marcio Mussarela (Comunicar é Preciso)

Você já foi chamado para reuniões "importantíssimas" em que percebeu, após o fim da reunião, que tudo poderia ter sido resolvido em um simples e-mail?

Eu também. E com uma frequência que chega a parecer algum tipo de pegadinha dos Deuses corporativos.

Ao telefone o gerente de “gestão humana de gente e pessoas” é categórico comigo:

“-Não dá pra eu te enviar por email. Precisamos alinhar com toda a diretoria. Você tem que estar presente.”

Pronto. Essa é a senha para uma reunião em que o assunto resume-se a uma folha de papel(e que será enviada por email depois)

Ok. Se o que escuto é inevitável, então relaxa e goza*. Aproveito estes momentos em que o que está sendo falado é o menos importante, para ouvir tudo aquilo que não está sendo dito.

Qual a relação hierarquica paralela. Qual diretor tem mais influência no grupo, qual dos assuntos é mais delicado, qual pessoa é mais contemporizadora e qual a mais inflamada, como são as relações entre eles e, talvez o mais importante, o que eles realmente querem comunicar aos seus funcionários.

Torna-se quase um jogo de adivinhação muito divertido, pelo menos para mim, em que percebo as nuances e dinâmicas que se estabelecem naquele determinado grupo e, desta forma, entendo suas necessidades.

Coleto as informações invisíveis, acrescento as informações faladas, ponho uma pitada de meu julgamento (falho e superficial), mas sem exagero pois pode desandar a receita e ai sim alinho tudo o que vou falar e como vou interagir com aquele grupo dias depois. Coisas que um simples e-mail nunca me daria.

Princípio básico nº 86: Na comunicação sustentável mais importante do que ouvir o que é falado é escutar aquilo que não está sendo dito.

Subdica 34-B: as pessoas querem, precisam e preferem ser ouvidas. (tá me ouvindo?)

Conecte-se!

Bjs, abs e piparotes!

*Antes que qualquer patrulha dos bons costumes tire suas bandeiras empoeiradas do armário para armar uma luta contra o uso do verbo “gozar”. Preciso definir que, neste caso, ela está no sentido de desfrutar, fruir, aproveitar (Houaiss) e não no orgástico, ok?

Se assim fosse, isso tornaria a obtenção de uma sala de reunião algo praticamente impossível. Estariam todas ocupadas permanentemente.

domingo, 14 de março de 2010

Esses adoráveis malucos nos convenceram enfim, de que falar em público não é tão difícil assim.



Por Lício Estrela (foto - caracterizada)

Meu tio, Airton, sempre me deu aquela força para eu chegar lá na frente do público e falar o que eu tinha para dizer de forma engraçada, mas também na forma que se transmitisse bem a mensagem.

Lembro que ele me levava em aulas que ele dava - juntamente com o prof. Augusto Cruz e, muito pequenino, eu declamava poesias escritas por ele ou dedicadas a ele.

Agora, fica aí a minha homenagem ao meu tio, que é poeta e “que todos nós sabemos bem”...


"Dança, Lício, dança Lício".. um vídeo caseiro - e Lício, na espontaneidade de seus 4 anos - não só dançava, mas cantava e recitava poesias e longas como esta que se segue. Nessa época me acompanhava nos cursos de oratória que ministrava - por aí mundão afora - em parceria com o prof. Augusto Cruz. Redundante dizer: essa criança era a atração principal do curso.

Hoje, me sinto feliz e recompensado ao ver no orkut (foto-teatro), singela manifestação de carinho e reconhecimento e por saber que vou deixar um seguidor.. .e na família.

Aproveito o ensejo, Lício, e transcrevo o texto que você declamava muito bem aos 4 anos.

Que tal treinar e declamá-lo aí em Portugal....?

Grande abraço, do seu tio

Airton Soares

- - - - - -

O Airton é que é o poeta

todos nós sabemos bem,

mas - como sou eu que vou fazer o discurso -

vou dá uma de poeta também.


Ao acordar-me hoje cedo

de súbito me veio um medo

quase não quis levantar

o problema é que eu sabia

que naquele bendito dia

eu é que ia falar...


Mas falar o que, meu Deus?

Valhei-me Nossa Senhora!

clamei por todos os santos,

mas eu tinha que falar era agora.


Me aprontei e fui pra parada ( ponto de ônibus)

nem tomei café direito..

no caminho pensei a respeito...

quer saber de uma coisa: VOU NADA!


Mas fugir não tinha jeito

de novo pensando a respeito:

rapaz! Tu vai, mas ensaia

o máximo que pode acontecer

é tu levar uma vaia.


Aí, eu tomei o ônibus, o motorista disse:

Bom diiiiia!

Pra mim ele fazia era mangar

parece que até sabia que eu me lascar...


Corri pra empresa

me sentei na mesa...

... já estava sem fala


Ai eu tinha um problema

falar a todos sem tremedeira

podia até ser bestêra... pensei?!

...vou fazer um poema...


Meu amigo, vou te contar

olha só esse dilema...

O caba não tinha nem o que pensar

...queria fazer um poema.


O que eu queria mesmo era impressionar!

SÓ ISSO!

Mas o tema não consegui

já serve o que escrevi

só uma estrofe vou declamar...


“Vozes veladas, veludosas vozes,

volúpias dos violões, vozes veladas,

vagam nos velhos vórtices velozes

dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.” (Cruz e Souza)


Calma, ainda num acabei não

mais um pouco de atenção

vou terminar o discurso

falando um pouco do curso.


Meu Deus que diabo é isso

no começo eu pensava sentado

esse Airton parece que é doido

e esse Augusto Ô bicho abestado!


Fui mudando de ideia

aquele jeito de falar

o modo de gesticular

encantaria a plateia


Esses adoráveis malucos

nos convenceram enfim

de que falar em público

não é tão difícil assim.


Agora, sim é o final

e agradeço em nome do todo

ao Augusto que é um cara legal

e ao Airton que não é doido

com uma frase final:


De poeta e de louco

todos nós temos um pouco.

Fortaleza, 1985


Texto: Vladimir da Vicunha

Leitura teatralizada por Lício Estrela aos 4 anos

Direção: Airton Soares (seu tio)

Ano: 1988..89?!

Fortaleza – Ceará – Brasil

Brevemente no youtube...


quarta-feira, 10 de março de 2010

dê uma es..PIADA

RIR É O MELHOR REMÉDIO
"De acordo com a maior parte dos estudos, o temor nº 1 das pessoas é falar em público", diz o cômico Jerry Seinfeld.

"O nº 2 é a morte. Assim, para a pessoa normal, se você vai a um enterro, é melhor estar no caixão do que fazendo o elogio fúnebre."fonte: Seleções do Reader's Digest, jan/2000. p.52

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Assisto fervorosamente o BBB. Mais que assisto, estudo. Mais que estudo, me fascino.


"Além da clara questão de observar a vida alheia no conforto do sofá da minha casa, tenho o BBB como um verdadeiro laboratório de pesquisas em comunicação. Adoro ver as interações, os grupos se formando, transformando e reformando ao sabor dos ventos (ou ventanias).


A coisa que mais me chama a atenção é o julgamento que cada um faz das situações e pessoas. Normalmente são equivocados, incompletos ou tendenciosos. O número de votos que um levou, a razão que outro teve para votar em X, o significado do silêncio diante de uma observação provocativa, o olhar fulminante de Y, a falsidade de Z, a verdade de fulano,eticetera e tals. O grande lance é"... Saiba mais no blog do comunicador Marcio Mussarela

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

A rtigo S

Ajustando os canais de comunicação
O Orador e a Formiga

Curso de Oratória

.

COMO FALAR EM PÚBLICO: A Oratória Moderna, já foi ministrado para mais de 200 turmas no Ceará e em outros Estados da Federação. Ele comporta, no máximo, 30 participantes por turma. Cerca de 80% da carga horária, é dedicada à prática, em cada aula.

Objetivo:

Contribuir para elevar o nível da comunicação empresarial e o desenvolvimento pessoal, como também enfrentar a timidez e superar os obstáculos à boa comunicação, preparar e realizar apresentações em público utilizando técnicas eficazes.

Carga horária: 15h

O programa do curso consta de:

· apresentação;

· conceito de comunicação;

· obstáculos à comunicação;

· perfil do orador;

· defeitos do orador;

· uso correto do microfone;

· deu o branco... e aí? - o que fazer quando dá o “branco”;

· as inibições nas comunicações verbais – timidez;

· fundamentos da arte de bem comunicar;,

· falar de improviso;

· estrutura do discurso;

· exercícios práticos, como: preparação do tema;

· apresentação de cada participante;

· feedback dos instrutores e participantes.

Facilitador:

Airton Soares || airton.soares.as@gmail.com há mais 20 (vinte) anos, ministra cursos e palestras nas áreas de Recursos Humanos, Comercial e Administrativa usando como metodologia o Teatro Empresarial. Ele trabalhou no Grupo M. Dias Branco, Banco do Estado do Ceará e Organização Educacional Farias Brito. É formado em Letras e se especializou em Literatura Brasileira. Cursou Economia, Filosofia e Psicologia. Tem curso de formação na metodologia CEFE – Criação de Empresas-Formação de Empresários. É professor - palestrante do curso de pós-graduação de Gestão Empresarial da UNIFOR. Entre seus clientes-parceiros estão: FÁCIL Consultoria, SERH Consultoria, FASTJOB, CDL, FCDL, SEBRAE, CETREDE, SESC, BNB, entre outros.

Airton Soares é autor do livro O Mundo Fora de EsquadroLink



sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

O Orador e a Formiga

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Por Airton Soares

A oratória se propõe
a ensinar a falar bem
e, quem aprende se impõe
falando o que lhe convém.


Quem prima pelo que fala
tem mais chance de convencer
pois sabe a hora que cala
e sempre faz acontecer.

“Ninguém prega melhor do que a formiga, e ela não diz nada.” A formiga não sai de manhã cedinho, pela estrada afora, sofregamente alardeando à sua comunidade que vai trabalhar. Com sutileza e penetração de espírito, faz uma rápida e eficaz vistoria nos seus instrumentos de trabalho e ... Mãos à obra.

A formiga não perde tempo “falando” às outras: - Atenção! Todos os olhares para mim. Eu sou a maior! Já carreguei 756 folhas para o depósito de suprimentos. Simplesmente, não perde tempo. Caladinha, trabalha... trabalha... Dá exemplo. O seu “discurso” é determinação e suor despendido, incansavelmente, durante dias... dias e noite. O seu discurso é produtividade!

Ninguém prega melhor do que a formiga, e ela não diz nada. Simplesmente mata a cobra, mostra o pau, espicha o couro e extrai o veneno... Convence, persuade. Mostra serviço.
Assim deve ser o orador: falar pouco, escutar a plateia.

O que eles querem de mim? Como posso interagir com o meu público sem prejudicar o desenvolvimento da minha palestra? Meu discurso está mais para “linear” ou “senóide”?
E o tipo de linguagem utilizada? Estou realmente comunicando? Dou vida às palavras?

Assim deve ser o orador: preparar sua “folha” de serviços, planejar; treinar, treinar, incansavelmente, as falas expressivas com suas respectivas pontuações; internalizar bem o objetivo, a demonstração, a prova, possíveis refutações e fechar de maneira marcante... Impressiva... Todas as etapas do discurso.

Você tem dificuldades em falar em público? Quando alguém o convida para falar com ou sem microfone, quais as sensações? Tensão, nervosismo, timidez, olhar perdido, boca seca, tremedeira, mãos suadas, vontade de desistir, adrenalina, “apostando” corrida nas veias?
“Não se desespere”, diz a especialista em comunicação Eunice Mendes, “se tudo isso acontece. Você é absolutamente normal. Falar em público inclui-se entre as situações que mais geram ansiedade, preocupação e sentimentos de impotência para gerenciar os próprios atos.

O medo gera uma proporção desmedida de perigo”. Esse comportamento, afirma ainda Eunice, “é a forma que o corpo e a mente encontram para se proteger das ameaças. Funciona como DESNUTRIÇÃO EMOCIONAL, que pode ser tratada e curada”.
Não se desespere...

"Plante o bosque ou corte a lenha
vá em frente ou siga atrás
importa é que você tenha
o domínio do que faz."
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